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Hora de passar a limpo
08.11.2016   A Tibuna
Notícia - Imprensa
Talvez nós estejamos vivendo no Brasil um dos momentos mais oportunos para passar a limpo nossa moral e ética. O tema corrupção sempre esteve presente no cotidiano de cada um de nós. Só que nos últimos anos ele vem conquistando um espaço novo, acredito que por conta das punições, embora ainda incipientes, aplicadas ao corruptos e corruptores. E também, por percebemos o quanto a corrupção afeta a nossa cidadania, na medida em que nos rouba qualidade de vida, saúde e educação.

Toda essa vibração em torno desse tema traz, de certa forma, uma reflexão pessoal. Como cada um age ou reage aos valores que direcionam a nossa vida. São muitas as situações corriqueiras que servem para testar a nossa postura diante das pequenas fraudes do cotidiano. Aquele momento em que somos tentados a estacionar em uma vaga reservada a idoso ou deficiente, adquirir um produto pirateado, aquela imensa fila que desejamos furar. São atitudes simples, mas que vão moldando o nosso caráter desde cedo.

Sociólogos e antropólogos analisam com propriedade esse assunto. Não sendo dessa área de humanas, me atrevo a comentar apenas a percepção que tenho, enquanto cidadão, observando as nossas relações sociais.

Apesar de todo esse movimento anticorrupção pelo qual passa o País, vi o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Flyfrog que mostra que o famoso “jeitinho brasileiro” continua ativo no cerne da nossa sociedade. A pesquisa ouviu 400 pessoas das classes A, B e C, de todas as regiões do Brasil e concluiu que os brasileiros não avaliam como grave essas pequenas fraudes do dia a dia.

Como criticar e cobrar punição para os chamados crimes de colarinho branco se de fato nós não agimos de acordo com o que esperamos que o outro faça?

A pesquisa também mostrou que o aborto foi considerado 10 vezes mais grave do que pagar comissão ilegal por um negócio ou votar em um político corrupto. Outro dado que me chamou a atenção é que os entrevistados deram pouco importância aos fatos considerados ilegais, como por exemplo transferir pontos da carteira de habilitação para outra pessoa.
O estudo aponta que a consciência popular não aceita que certas contravenções ou infrações à lei devem ser reprovadas. Existe uma certa cumplicidade em relação ao que é certo e errado, o que anda de mãos dadas com a enorme criminalidade, corrupção e desrespeito aos direitos mais básicos do cidadão. Por isso mesmo, precisamos fortalecer nosso conceito de cidadania e sermos menos complacentes com as transgressões presentes no nosso meio.

Acredito que a mudança que esperamos para o Brasil seja aquela que começa dentro de cada brasileiro. Uma transformação que brota de dentro para fora. Que cada um de nós seja capaz de, honestamente, mostrar que não quer e não concorda com nenhum tipo de corrupção.

Movimento nesse sentido vem sendo empreendido pelo Ministério Público Federal com a campanha "10 medidas contra a corrupção" que conquistou a adesão de mais de 2 milhões de assinaturas de apoio. O objetivo da campanha é aprimorar a legislação brasileira no combate à corrupção, com aumento das penas, formas de aceleração dos processos e conscientização sobre o assunto, dentre outras medidas.

Não podemos perder esse momento histórico do País. Precisamos aproveitar e fazer essa limpeza. Não importa quem é o autor, qual a situação ou o tamanho da fraude. Se queremos uma sociedade mais humanizada precisamos dizer não a qualquer ato corrupto. Seja furar uma fila, subornar um guarda ou desviar dinheiro público.

Paulo Baraona é presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES)
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Anexo:  A Tribuna [ download .pdf ]

 
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