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Baixa produtividade: uma questão nacional
02.10.2014   A Tribuna
Notícia - Imprensa

Ao debater a baixa produtividade na indústria da construção civil vamos encontrar justificativas distintas. Trabalhadores alegam que a baixa produtividade reflete a baixa remuneração. Já os empresários justificam não ser possível aumentar salários, pois é preciso que os trabalhadores aumentem a produtividade para ter condições de reajustes salariais maiores.

Os trabalhadores estão certos quando dizem que o salário é um estimulante para a produção. Porém, a conta não fecha. Nos últimos anos, no Espírito Santo, os salários subiram mais de 50% acima da inflação, e foram ampliados os benefícios como seguros, alimentação e planos de saúde dessa categoria. Só que a produtividade não aumentou e, em alguns setores, houve retrocesso.

Muitos dizem que a baixa produtividade é culpa apenas da falta de qualificação. No entanto, o trabalhador qualificado não devolve em produtividade o tempo e os recursos gastos em sua qualificação.

Para se ter uma ideia, a construção civil brasileira produz 60% menos que a dos Estados Unidos, que tem a sua maior força de trabalho nos mexicanos, que possuem baixa fluência no inglês e pouca qualificação.

Vejo que existem dois pontos importantes que impedem o trabalhador de produzir mais: o próprio empresário brasileiro e a legislação trabalhista.

Há empresários que precisam reconhecer sua contribuição para a baixa produtividade no setor da construção. O mesmo estudo que mostra que produzimos 60% menos que nos Estados Unidos, revela que 25% deste total é contribuição de problemas na organização das empresas e nos seus processos de execução.

Faltam investimentos em tecnologia, controles de processos e programação da produção. Muitos ainda usam o conceito de não mexer em time que deu certo e procuram manter a lucratividade através apenas da especulação imobiliária e não da eficiência na produção.

A mão de obra é responsável por 50% do custo na construção. Desta forma, é primordial investir na sua otimização para melhorar os resultados, buscar processos de automação, administração de tempo, equipamentos e processos construtivos que reduzam o número de horas de trabalho.

Mas a principal responsável pela baixa produtividade no Brasil é a nossa legislação trabalhista. Isto é fato. O mesmo trabalhador, com a mesma qualificação, e os mesmos equipamentos, produzirá menos no Brasil do que nos Estados Unidos, pois aqui não é possível remunerar a produção do trabalhador, já que no Brasil não contratamos produção, mas assalariados.

Não digo retirar proteções dos trabalhadores, mas o salário tem que ser uma garantia mínima de segurança alimentar e saúde, e a sua produção individual deve ser a oportunidade de crescer e evoluir socialmente.

Quando um empresário remunera a produção, não o pode fazer dentro da legalidade, pois além dos quase 180% de encargos ele tem insegurança jurídica com termos como: equiparação salarial, incorporação ao salário, regularidade de recebimentos e irredutibilidade de remuneração. Quando o empregador premia quem mais produz, logo ele será obrigado a premiar a todos igualmente, independente da produção, e não poderá retirar o prêmio se a produção cair.

A impossibilidade de remunerar a produção dentro da legalidade, muitas vezes serve de incentivo à informalidade, o que se traduz em falta de proteção para o trabalhador, redução na arrecadação de impostos, terceirizações precárias e aumento dos conflitos entre capital e trabalho.

Por isso é fundamental para o País a busca de um “Pacto pela Produtividade”, colocando do mesmo lado os trabalhadores, empresários, governo e Legislativo para, desta forma, recuperarmos a chance de o Brasil e dos brasileiros evoluírem.

Fernando Octávio Campos é presidente do Sindicig e diretor do Sinduscon-ES

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