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Taxa no patamar de 7% contribuirá para retomada, dizem empresários
27.07.2017   A Gazeta
Notícia - Imprensa
A queda na Selic tem reduzido a atratividade dos títulos públicos e, por isso, deveria estimular o empresariado a trocar as aplicações financeiras por projetos de expansão essenciais para a retomada do país. No futuro, se a taxa de juros mantiver a tendência de queda, o resultado pode até ser um aquecimento no mercado produtivo, mas no curto prazo, a classe empresarial não vislumbra uma retomada. É necessário mais cortes e a volta da estabilidade política para desengavetar planos de investimento adormecidos pela recessão.

“Lógico que é melhor uma taxa de juros de 9,25% do que de 10,25%. Mas ela continua alta. Considerando a inflação na casa dos 3% ao ano, temos um juro real ainda de 6% ao ano, enquanto nossos principais concorrentes têm taxa real de 2,5%”, critica o presidente da ONG Espírito Santo em Ação, Aridelmo Teixeira.

Ele ressalta ainda que o quadro fiscal complicado, que pode obrigar o país a voltar a subir a Selic, por exemplo, é uma das principais preocupações da iniciativa privada. “Para a retomada do investimento, precisamos de uma Selic no patamar dos 7% ao ano. No entanto, é importante que isso ocorra junto com mudanças macroeconômicas. A meta fiscal não está sendo cumprida. O governo elevou impostos porque não consegue cortar gastos. A Selic baixa é só um refresco, mas não é o suficiente.”

Pouco mais otimista, o presidente do Sindicato da Construção Civil, Paulo Baraona, enxerga possível crescimento do setor a partir da migração do investidor do mercado financeiro para o segmento imobiliário. No entanto, ele também afirma que é preciso mais estímulos para o empresariado decidir por novas obras. “Com a Selic a 7,5%, haverá um incentivo para voltar a crescer, gerando emprego e renda. De qualquer forma, a taxa em 9,25% é um alento neste período de crise política e traz boas perspectivas para o ano que vem”, analisa.

Um dos segmentos mais impactados pela crise, o comércio de veículos diz que nem sempre os bancos dão respostas imediatas ao consumidor, reduzindo os juros do financiamento. “Para voltarmos a crescer, os empréstimos precisam ficar mais baratos. No entanto, precisamos de algo ainda mais importante que é um aumento do emprego. É isso que trará o consumo”, avalia o superintendente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos, José Francisco Costa.

Para o presidente da Federação Comércio, José Lino Sepulcri, a nova Selic terá efeito positivo no comércio. “A queda tem ocorrido de forma tímida, mas já traz mudanças importantes. Ainda que falte credibilidade para o governo, acredito numa repercussão imediata nas taxas de juros cobradas do consumidor. Isso vai elevar o consumo.”

Impactos da selic
O que é a Selic?
É uma taxa de juros usada como referencial. Sempre que o governo pega dinheiro emprestado com os bancos, ele paga a taxa Selic ao captar esses recursos. Segundo o economista Orlando Caliman, a taxa básica tem um lado mais simbólico ao mexer com as expectativas do que com a realidade. De qualquer forma, é um modo de o governo regular o mercado.

Quando ela cai, o que isso significa?
Se a Selic cai, teoricamente haverá aumento do dinheiro disponível para as operações de crédito. Isso significa que consumidores podem consumir mais e que as empresas podem investir para atender a esse consumo maior.

E quando sobe?
Significa que é preciso inibir esse consumo para segurar, por exemplo, um aumento da inflação. O problema é que esse movimento de alta da Selic tem impacto nos investimentos, pois o Banco Central aumenta a atratividade das aplicações em títulos da dívida. Ou seja, o investidor deixa de financiar o setor produtivo para colocar seu dinheiro em aplicações financeiras, principalmente as ofertas pelo Tesouro Nacional, que vão dar maior rentabilidade.

Como a queda da Selic interfere no bolso do consumidor?
Teoricamente, a Selic serve como um guia para a formação dos juros bancários. Quando a Selic cai, espera-se que as instituições financeiras apliquem certa redução nas taxas de seus empréstimos. Mas, na prática, isso não ocorre tão rápido. O efeito não é imediato, explica o economista Orlando Caliman. Para o consumidor, o resultado pode ocorrer apenas no longo prazo.

E no bolso do pequeno investidor?
A queda ou alta da Selic impacta diretamente na remuneração das aplicações financeiras, como títulos do Tesouro, CDB, mostrando para o pequeno poupador se continuam vantajosos em relação à poupança.

Com a Selic mais baixa, as empresas vão voltar a investir?
Segundo Orlando Caliman, apesar da Selic baixa ser importante para atrair investimentos, o setor produtivo também demora a dar respostas, colocando no mercado novos projetos. A queda da taxa serve apenas com um sinalizador de que as perspectivas para o país estão melhores, o que pode causar otimismo. Mas, diante da crise política, ainda é cedo para dizer que haverá a volta do investimento.

Análise
Incertezas sobre o futuro
O Banco Central anunciou a nova taxa Selic: 9,25% ao ano. Apesar do recente aumento de impostos, a decisão do BC em reduzir a taxa de juros básica é correta e fundamentada. Com a inflação sobre controle e expectativas de inflação favoráveis, a atual gestão do BC mostra que a política de metas de inflação voltou a funcionar no Brasil. Logo, uma redução dos juros básicos da economia não deve gerar um problema inflacionário. Em teoria, uma redução da taxa Selic impulsionaria os investimentos via redução de custos do crédito. No entanto, investimentos não são feitos apenas com a visão de curto prazo. Como existe grande incerteza sobre o futuro da economia brasileira, acredito que este corte de juros não trará retomada de investimentos no Brasil. - Fernando Barros, professor da Fucape e doutor em Economia

Medida é insuficiente
Quando pega dinheiro emprestado com a sociedade, por meio dos títulos públicos, o governo usa a Selic para remunerar esses credores. A União também usa a taxa básica de juros para conter a inflação. Mas, como esse não é um problema atual, já que o IPCA deve ficar abaixo da meta, com índice de 3,3% no ano, o Banco Central tem margem para reduzir a Selic. Essa queda sinaliza uma tendência de que o crédito vai ficar mais barato. No entanto, essa medida, apesar de ser correta, não é suficiente para que a economia volte a crescer. Um dos motivos é que a taxa brasileira continua muito elevada. Além disso, os ambientes econômico e político ainda preocupam o setor produtivo, que teme que o governo não tenha fôlego para fazer as reformas e reverter a recessão. - Ricardo Paixão, economista e conselheiro do Corecon
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