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Falta de matéria-prima na indústria do plástico afeta alimentos e construção
11.09.2020   A Gazeta
Notícia - Imprensa

Fábricas que fornecem embalagens para alimentos e tubos e conexões de PVC para empresas estão tendo dificuldades de achar resinas. Custo mais elevado já está sendo repassado para consumidores no ES

Após um período de suspensão de atividades em várias fábricas por causa da pandemia do coronavírus, indústrias estão retomando aos poucos seus parques fabris. No entanto, no setor de produção de plásticos, as empresas estão se deparando com uma dificuldade extra: a falta de matéria-prima, que, por isso, vem numa escalada de preços nos últimos meses.

O setor vem sofrendo para comprar resinas como polietilenos (PE) e polipropilenos (PP), usadas na fabricação de embalagens para alimentos como laticínios, biscoitos, óleos, arroz e feijão, e para produtos de higiene, bebidas e suprimentos hospitalares. Está escasso também o policloreto de vinila (PVC), usado na fabricação de tubos e conexões para a construção civil.

Segundo apurou A Gazeta, os fornecedores estão repassando reajustes de 25% a 30% nos preços dessas resinas como PE e PP, o que acaba sendo repassado para a indústria de alimentos, ou seja, impactando ainda mais o bolso do consumidor que já vive um cenário de alta no preço da cesta básica.

Segundo Gilmar Nogueira, superintendente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Espírito Santo (Sindiplast), que representa 39 fábricas que geram cerca de 7 mil empregos, a cada mês as indústrias no Estado têm comprado as resinas com um preço mais alto, mas ainda assim estão conseguindo manter a produção.

"As indústrias do Estado se organizaram e estão conseguindo manter os insumos no estoque, garantindo a produção. Mas elas estão chegando ao limite de consumo. Se nos próximos meses continuar assim, elas vão ter muitas dificuldades. Para o próximo mês, já anunciaram um reajuste de mais 20%. Está muito caro"
De acordo com Léo de Castro, vice-presidente da Fibrasa, indústria de embalagens plásticas com sede no Espírito Santo, a situação tem se agravado porque esse mercado é concentrado no Brasil e a única fornecedora no mercado doméstico tem feito sucessivos reajustes nos preços nos últimos três meses, por estar com a oferta reduzida.

"Corremos o risco de falta de resina, o que é um cenário muito preocupante e que nos atrapalha de fazer compromissos de entregas futuras, de estabelecer preços, de saber o volume de entrega que conseguiremos fazer. É um cenário complicado", comentou Castro, que também é vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O problema é mundial. Primeiro, pela alta do dólar, já que essas resinas são commodities globais. Depois, pela situação criada pela pandemia. "A retomada da economia do mundo está fazendo com que o consumo volte mais rápido do que a capacidade das indústrias de religar suas fábricas", destacou Léo de Castro. Ele acredita que, em até três meses, o cenário se estabilize de forma a eliminar o risco de falta de matéria-prima.

As indústrias de plástico têm buscado administrar a escassez de material e a alta no custo de produção atrasando entregas e limitando a compra de clientes ao seu histórico para não desabastecer outros. Em algumas indústrias no país, empresários já chegam ao extremo de suspender vendas e cancelar pedidos programados.

Uma carta assinada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) , Rogério Mani, à qual A Gazeta teve acesso, chama o momento vivido pelo setor de uma "tempestade perfeita", com demanda em alta, preço das matérias-primas em ascensão e escassez de oferta das mesmas.

O presidente da Associação recomenda que as empresas que necessitam de embalagens plásticas apresentem uma previsão de consumo para os próximos meses, para que as fábricas possam se programar diante do atual cenário, sob o risco de falta de abastecimento de embalagens.

"As cotações internacionais do preço das matérias-primas (polietilenos e polipropileno) já acumulam altas extraordinárias. E pelo andar da oferta global e da taxa de câmbio, é possível que tenhamos mais surpresas desfavoráveis nos próximos meses", disse.

Léo de Castro ressaltou ainda que esse não é o único problema. "Além disso, tivemos aumentos de custo por medidas de segurança adotadas para enfrentar a pandemia, reajuste forte de energia que tivemos no Estado e uma série de insumos tendo reajustes fortes, obrigando a indústria de embalagens e de materiais ligados à construção civil a subir preços", afirmou.

CUSTOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL SOBEM E PODEM AFETAR OBRAS

Além das indústrias de alimentos, a falta de resinas para fabricar plásticos também já afeta a construção civil. O PVC, usado para produzir tubos e conexões, está escasso no mundo todo, o que tem levado o preço para as alturas. A alta supera 30% em poucos meses no país.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo (Sinduscon), Paulo Baraona, as construtoras no Estado já estão comprando esses produtos mais caros e isso tem impactado o custo unitário básico, o que é prejudicial sobretudo em um momento de dificuldade econômica como o atual.

"Ainda não estamos tendo problemas para comprar material, mas estamos acompanhando esse movimento preocupados. Várias fábricas deram férias coletivas por causa da pandemia e estão voltando à normalidade agora, mas não se retoma a produção nem os estoques de um dia para o outro. Isso além da questão do câmbio, que acaba trazendo um aumento de custo", disse.

Baraona explicou que o desafio do setor é ainda maior porque, além dos materiais de PVC, o aço e o cimento também têm subido de preço. O temor, diante de tantos aumentos, é que isso impacte as obras e que as construtoras recuem de lançamentos por causa do custo elevado de produção.

Ao jornal Valor Econômico, a vice-presidente de Vinílicos e Especialidades da Braskem, Isabel Figueiredo, explicou que faltaram investimentos em novas fábricas de PVC nos últimos anos porque, até 2015, havia sobreoferta no mercado mundial. A Braskem é a principal fornecedora de resinas no país para fabricação de plástico e, segundo ela, está operando em plena capacidade, definindo seus preços de acordo com as cotações internacionais e o câmbio.

Sobre o aumento do preço do cimento, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC) informou que, atualmente, a produção nacional encontra-se em 55 milhões de toneladas por ano, sendo que em agosto último foram vendidas cerca de 5,7 milhões de toneladas. "Esses números são resultados da atividade de 80 fábricas do setor que ainda permanecem ativas de um total de 100 fábricas instaladas no país".

Já quanto ao aumento nos preços do aço para a construção civil, o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, disse que a política de preços é definida por cada empresa. Ele explicou que no país, em função da pandemia, foram desligados 13 altos-fornos e que a recuperação da demanda veio de forma mais rápida que a da oferta.

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