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Queda da Selic e Crédito Mais Farto Devem Marcar Novo Ciclo do Mercado Imobiliário
 
06.01.2026   Forbes
Notícia - Imprensa
A expectativa de queda dos juros, o reforço do FGTS e a expansão do crédito habitacional sustentam um cenário mais favorável para o setor em 2026

Depois de um período marcado por juros aumentados e maior seletividade da demanda, o mercado imobiliário entra em 2026 com um conjunto de fatores que apontam para um ambiente mais favorável. A expectativa de queda da Selic, a ampliação das linhas de crédito e o fortalecimento do Minha Casa Minha Vida formam a base de um cenário que deve sustentar a evolução do setor, ainda que o calendário eleitoral imponha algum grau de cautela.

O consenso entre os agentes do mercado é que o crédito voltará a ocupar papel central neste ano. A projeção de redução de 2 pontos percentuais a 3 pontos percentuais nas taxas de juros, combinada ao aumento do financiamento imobiliário, tende a aliviar a pressão especialmente sobre a classe média, hoje o segmento mais sensível ao custo do dinheiro.

“Estimativas da Abrainc indicam que, a cada 1% de redução da Selic, cerca de 160 mil famílias voltam a ter acesso ao financiamento habitacional”, afirma Luiz França, presidente da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).

Para Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP , o cenário de 2026 é claramente mais positivo do que o apresentado recentemente. A única ressalva que ele faz é em relação ao cenário político, sobretudo para entender melhor quais serão as propostas para a área habitacional.

Esse movimento ocorre em um mercado cada vez mais concentrado na base da pirâmide. O Minha Casa Minha Vida responde hoje por cerca de 65% da produção imobiliária na cidade de São Paulo, principal mercado do país, participação que era próxima de 45% até 2023.

O segmento segue com maior liquidez e velocidade de vendas, sustentado por títulos menores e condições de crédito mais acessíveis.

A faixa média, aqueles que adquirem imóveis de R$ 700 mil a R$ 1,5 milhão, permanecem mais pressionados pelo custo do financiamento, enquanto a alta renda, de R$ 2 milhões ou mais, mostra menor dependência do crédito tradicional.
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