De acordo com entidades, esgotamento sanitário da maior cidade do Espírito Santo chegou ao limite e está atrapalhando a viabilidade dos negócios
Representantes da Ases (Associação dos Empresários da Serra), Ademi (Associação Empresas do Mercado Imobiliário), Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) e Findes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), pesos-pesados do PIB da Serra, portanto, estiveram com o prefeito da cidade, Weverson Meireles, há poucos dias, para reclamar da situação do esgotamento sanitário no município. De acordo com o empresariado, 11 projetos de empreendimentos imobiliários de grande porte estão parados por enfrentarem dificuldades na obtenção de viabilidade.
A estratégia das entidades passa por elevar ainda mais a pressão pela solução de um problema que vem se arrastando há alguns anos, mas que, segundo eles, piorou bastante em 2025.
Os empresários ouviram de Meireles que a prefeitura, que reconhece os problemas, está concluindo um estudo técnico em cima da situação do esgotamento sanitário da cidade, que deve ser entregue em mais alguns dias. De posse do trabalho, o mandatário irá buscar os responsáveis pela prestação do serviço: a Ambiental Serra, uma parceria público-privada entre Aegea e Cesan.
Se a coisa não andar, a conversa deve chegar ao Palácio Anchieta. O governo estadual é dono de 99,8% das ações da Cesan. Importante lembrar que a Serra tem a maior população e o maior parque industrial do Espírito Santo. (Matéria publicada em A Gazeta)