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CBIC se reúne com ministro do Trabalho para discutir fim da escala 6×1
 
16.03.2026   Agência CBIC
Notícia - Imprensa
A redução da jornada e trabalho impactará os custos do setor da construção e tornará mais difícil o acesso das famílias à casa própria. O alerta foi levado ao ministro do Trabalho e Emprego, Luís Marinho, na manhã desta segunda-feira (16), em reunião com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e entidades associadas, na cidade de Brasília. A entidade nacional da construção apresentou dados de estudo que estima em 2,5 milhões o número de famílias prejudicado pelos efeitos inflacionários decorrentes da medida.

“Nós estamos enfrentando um cenário em que está havendo recorde nos pedidos de recuperação judicial, tudo isso associado a um patamar de juros altos, que muito nos preocupa, e agora estamos diante de um choque na oferta de petróleo e derivados, devido a um conflito indefinido e que não sabemos quanto tempo vai durar”, afirmou o presidente da CBIC, Renato Correia.

Segundo ele, o cenário restritivo atual implica na elevação de despesas com mão de obra, material e frete e, consequentemente, em aumento nos preços dos imóveis. Também participaram da reunião, o Relações Institucionais e Governamentais da CBIC, Luis Henrique Macedo Cidade; o diretor de economia do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (SECOVI-SP), Celso Petrucci; o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luís França; e o conselheiro da entidade e presidente da Pacaembu, Victor Bassan de Almeida.

Outro ponto que gera apreensão no setor diz respeito à segurança de contratos vigentes, nos quais os cálculos para a decisão de investimento levaram em conta uma jornada de até 44 horas semanais, divididas em até seis dias na semana. Quaisquer mudanças, sejam elas na lei ou na Constituição, comprometeriam a viabilidade econômica dos projetos.

Diálogo técnico – “Nós teremos problemas em obras que estão em andamento”, resumiu Correia. Os efeitos dessas complicações se dão porque o preço foi fixado em contrato, com reajustes definidos a depender do índice escolhido. Todas essas variáveis foram definidas quando do lançamento do empreendimento, sem considerar eventual mudança de jornada. “O temor é que a redução de horas trabalhadas impacte nos prazos de entregas, com mais obras atrasadas”, pontuou Correia.

O ministro Luiz Marinho demonstrou sensibilidade às preocupações do setor e se dispôs a manter o diálogo aberto para buscar solução que amenize os impactos. “Vamos montar uma câmara técnica para discutir o assunto e trabalhar as especificidades nas convenções coletivas”, destacou o ministro.

A CBIC tem destacado a experiência de países que adotaram a redução da jornada de trabalho embasando a mudança no aumento de produtividade. Assim, uma redução escalonada, considerando a redução de uma hora ao ano até chegar às 40 horas semanais, serviria de contrapartida para elevar a produtividade do trabalhador num período de transição.

“Nós entendemos que essa alteração precisa ser discutida de forma mais abrangente, porque alterar a carga de trabalho impacta diretamente os custos, sem uma contrapartida de produtividade. É preciso discutir com profundidade e seriedade, para que tenhamos um projeto de aumento da produtividade de forma que, no futuro, possamos pensar em redução de jornada”, disse o presidente da CBIC.
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