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A resposta a essa pergunta está no podcast Construindo Ideias. No novo episódio, o vice-presidente do Sinduscon-ES, Leandro Lorenzon, e o diretor Eduardo Borges conversam com Geraldo Sperandio e Gustavo Sperandio, da Comér Construtora e Incorporadora. Esse episódio é especial por dois motivos. Primeiro, recebemos uma construtora capixaba que está de pé há cinco décadas — a Comér, fundada em 1975, com mais de 246 obras realizadas entre Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo, os convidados são pai e filho. O Geraldo Sperandio, fundador, e o Gustavo Sperandio, que vem assumindo cada vez mais a liderança da empresa.
O bate-papo ocorreu em torno de temas como sucessão empresarial, resiliência em mercado adverso e obras públicas em cenário de insegurança jurídica. “A Comér nasceu pegando obra com preço fechado. Não tinha esse negócio de preço unitário, tabela de preço, nada. Era o menor preço global, não tinha o preço básico”, relembra o fundador da construtora, Geraldo Sperandio. “Eu digo e continuo dizendo para o meu cliente o seguinte, fazer a obra nós fazemos, é nosso negócio. Fazemos com muita competência, dedicação e tudo mais. Agora precisamos ser remunerados, não é? Então o preço tem que ser justo.”
Já Gustavo Sperandio comenta que a empresa, embora tenha cinco décadas de fundação, está sempre acompanhando o desenvolvimento do mercado. Exemplo disso é o uso de inteligência artificial em seus processos. “Nós estamos fazendo uma escalada da industrialização, principalmente nas obras de edificações, para as quais a gente tem autonomia de elaborar o projeto executivo. Já estamos fazendo o uso de Light Steel Frame para obras de ensino com até dois ou três pavimentos, fazendo uso de paredes em drywall. A industrialização está trazendo para o nosso canteiro de obra a terceirização e o ganho de cronograma e a redução de resíduos.”
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